quinta-feira, 24 de abril de 2014

Vida


Tentei não me permitir
Busquei por forças que já não existiam mais
E todas as palavras que pronunciei com orgulho
Hoje fervem em fogo por minha garganta 

Talvez não seja tão forte como pensei
Talvez tenha me enganado por todo esse tempo
Nada é tão simples
Quando o que se procura é a própria simplicidade.

Construo minha própria dramatização
Ninguém lutará por meus sonhos.
Ninguém viverá a minha vida, senão eu mesma.
Cantigas de ninar soam por meus ouvidos
De fato, aquela doce criança se fora
O tempo passa rápido de mais
A vida vive em constante rotatividade
Intensa, rápida, traiçoeira, corrida...
A vida segue, nós seguimos junto a ela
O tempo passa e isso é algo a ser notado
Nós crescemos não é mesmo?
Físico, intelectual e moralmente?
Moral em mente?

E eu me lembro como se houvesse ocorrido a instantes atrás
Lembro-me nítida e profundamente
A dor sofrida, doída, sentida...

Eu tentei não me permitir?
De fato é o problema?
Eu não sou forte o suficiente?
Essa é minha causa?

Talvez eu nem tenha tentado
Talvez eu não precisasse ser forte
Levei minha bagagem
Joguei coisas fora
Adicionei coisas novas
Refiz minhas provas.

Eu lutei, venci e segui
A vida gira dessa forma
A vida não é de fato traiçoeira
Nem tão pouco rápida ou injusta 
São apenas defeitos de nós mesmos
É o nosso ritmo
Nosso modo de pensar, agir e sentir...
A vida segue como deve ser seguida
Nós vivemos como quisermos viver.

Carol Lira

Um comentário:

  1. Muito interessante! Como percebo seu amadurecimento nos versos finais.Fico feliz, aliviada, pois a lição foi dada e vc a está aprendendo... E esta lição quem aplica, não sou eu ou qualquer professor, é a vida!

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