Cresce desordem, nascente do rio
Mergulho de angústia perdendo o brio
Nada falo
Nada ouço
Tudo sinto.
Quem poderia dizer, entender ?
Homens sem fé não crêem, não vê
Nos dizem, eu não
Compreendem em vão
Não me prendi em vírgulas,
Mas relembro todas elas
Lembro dos detalhes, linhas, toques e aguilhoadelas.
Lembro do olhar distante e ludibrioso
Do sorriso falso e o amoroso
Do trabalho mais que afanoso
Eu venci, nós crescemos
Avançamos, lutamos e merecemos
Mas eu caminhei longe, em extremos
Que se emaranha
Teia de abdicar
Olvida conflitos
Permite amar
Eu amo.
Tu amas? E ela?
Nós amamos?
Eu repito, não obtenho respostas
Eu amo, eu amo e te amo.
Não sei se estou na rua certa
Mão dupla, via única, parada expressa
Não se vá, não me deixe alerta
Não me engole treva, esfrega cega
E escorrega dor liberta.
Solidão psíquica
Solidão sentimental
Solidão de entendimento
Lembrança e pensamento
Solidão de amor .
-Carol Lira

Nenhum comentário:
Postar um comentário