sábado, 27 de junho de 2015

Solicitude Psíquica


         

Cresce desordem, nascente do rio
Mergulho de angústia perdendo o brio
Nada falo 
Nada ouço 
Tudo sinto.

Quem poderia dizer, entender ?
Homens sem fé não crêem, não vê 
Nos dizem, eu não 
Compreendem em vão

Não me prendi em vírgulas,
Mas relembro todas elas 
Lembro dos detalhes, linhas, toques e aguilhoadelas.

Lembro do olhar distante e ludibrioso
Do sorriso falso e o amoroso 
Do trabalho mais que afanoso

Eu venci, nós crescemos 
Avançamos, lutamos e merecemos
Mas eu caminhei longe, em extremos

Que se emaranha 
Teia de abdicar 
Olvida conflitos
Permite amar 
Eu amo. 
Tu amas? E ela? 
Nós amamos?

Eu repito, não obtenho respostas
Eu amo, eu amo e te amo.

Não sei se estou na rua certa 
Mão dupla, via única, parada expressa 
Não se vá, não me deixe alerta 
Não me engole treva, esfrega cega 
E escorrega dor liberta.

Solidão psíquica 
Solidão sentimental
Solidão de entendimento
Lembrança e pensamento
Solidão de amor .

-Carol Lira 

Nenhum comentário:

Postar um comentário