sábado, 30 de maio de 2015

1,2,3 Medos...


Eu tenho te trancado aqui dentro
Tentei perder as chaves no tempo
Buscando inutilmente um argumento

Tantas importâncias perdidas que nem ligo mais 
Nomes, horas, contas que fui capaz
Quem sabe sejam meus alvarás?

Talvez eu tenha um medo

Esqueceu o aniversário, mas não importa.
Ele não viu passar o tempo, mas não importa.
O sentimento nunca muda e se comporta.

Já não me preocupa ele não ver os minutos 
Enquanto eu vivo contando os segundos
Podemos adaptar nossos mundos

Se algo aprendi sobre o tempo eloquente
Tão relativo, ele repetia insistente
Mas na maioria das vezes, inexistente.

Talvez eu tenha dois medo

Tento me desprender aos poucos em vão
Deixar-te livre, mas estendendo a mão
As algemas só prendem o meu coração

Ele gosta dos vivos e teme os mortos
Vive o passado remexendo destroços
E eu vivo tendendo a recolher esses corpos.

Ele acende e apaga esquecendo todo o tempo
Os momentos viajam misturando-se ao vento
Já não quero ir embora após esse advento.

Talvez eu tenha três medos

Sou composta de erros
Crio meu desterro
Revogo o meu estar.

Sou criada do romance 
Implorando por chance
Querendo simplesmente te amar

Não um, nem dois, mas três e mais
Teu nome resume meus medos arguais.

-Carol Lira



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