domingo, 18 de janeiro de 2015

Inutilmente


Umas vezes, tentei dizer
Outras,  tentei esconder
Centenas,  esperei pra ver
Acreditei minha fé em você.

Tentando descrever
Inutilmente, há de ver...

Em alguns momentos desespero senti
Quis expor meu amor pra ti
Outras mais, concluí
Que não era seu tempo de ouvir 
E que o tempo traga o tempo que houver e terá de vir.

Tentando decidir
Inutilmente, eu vi...

Que o calor que envolve o peito em teu abraço, se eternize. 
Que a chama no teu olhar delgado,  se purifique. 
Que o amor que eu guardo em retalhos,  te simplifique. 
E que sem mais,  por assim só,  você fique...

Tentando disfarce sem ar de critique...
Inutilmente, tal qual arrebique

Que eu preencha suas cavidades esquecidas
Que solidifique a esperança enaltecida
Engrandece tua alma,  teu amor, tua vida.
Que suficientemente seja eu mais garrida.

Tentando estar na medida
Inutilmente, fui vencida

Que minhas preces levem devaneios e feridas
Que meus sonhos não se percam em eternas corridas
Que se mude a estação tão mal agradecida
Não mais dias há de viver - se exaurida

Tentando se insiste em dar a partida.
Inutilmente, me encontro perdida

Talvez sim, de fato, seja impossível evitar 
E o fato arretado me faz decifrar 
Se guardando o amor, não soube doar
Enfim descobri como diferenciar

Tentando conter esse apaixonar 
Inutilmente, eu sei que o tempo todo só soube te amar.

-Carol Lira

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