Nunca sabemos como os dias
se sucederão
Então agradeço pelos méritos
e auxílios do presente.
A vida é feita de pequenos
momentos
Pergunto-me quantos já
perdi...
A mesma estrela tão
brilhante me fita em um radiar intenso e constante
A visão que me amplia ao seu
piscar é de certo modo fascinante
Dono de uma beleza
irrefutável
Prendi-me num pensar
inabalável.
Ah como gostaria!
Se compartilhar tal visão do
mundo
O universo, talvez,
por-se-ia nas palmas de nossas mãos.
E como adoraria se ao menos
fosse possível fazerdes dos momentos e lugares notórios ao universo, caber
nesta mesma noção.
Sentimentos meus! Tudo o que
sinto tão intensificado.
Sentado em um canto com os
olhos vidrados
Além das janelas ou acima do
telhado
No frio da noite, no muro,
em tantos retalhos.
Ah, como queria poder
compartilhar desse sentir inimaginável.
Fazer ver a beleza do mundo
de um ser a parte e inalcançável
Um narrador em terceira
pessoa
Um escritor em que os versos
perdoa
Alguém que só quer e está
para ver o mundo a qualquer garoa.
Pois então, quem sabe até um
observador precise de alguém.
Por que tudo visto
torna-se frio, solitário, digno de ninguém.
É como olhar no espaço na
vertical, sem ninguém em canto algum,
Só você, o escuro espaço e a
imensidão azul.
Então o vazio persiste e na
lógica se perde no existir.
Dessa imensidão negra que
nos cobre sem fazer-nos inferir
Olhar-se o espaço, a solidão
pode insistir.
Como também aproxima,
completa e nos faz concluir.
Faz-te sentir o nada ou
parte de algo maior a nos atribuir.
Questionamentos, sentidos,
limites e o fim.
Tudo mexe os sentimentos que
se confundem a mim
A estrela permanece intacta
a me fitar
E as respostas não me
parecem elucidar.
Sinto que há mais do que o
céu e a terra,
Do que posso ver ou ouvir
Do que posso conhecer e
aprofundar
Ou até mesmo para onde
consigo ir
O mistério me encanta, fascina
e arrepia.
De tudo ainda quero
descobrir.
Um dia estarei ao lado dessa
estrela que me olha tal donzela
Mas se a vida são momentos,
afinal,
Nada custa de fato devolver
olhares a ela.
Bruno Carvalho Pereira
Campos
e Carolina Lira de Azevedo.

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