Ironia minha
Tentei convencer-me de que não valeria
Mas tenho mantido guardado a esperança, jamais falha, do amor.
Não fraqueja, não quebra, não cai, não deserda.
Não abandona corriqueira, bandida, sorrateira.
Vem chegando de fininho e lhe prende como teia
Prende sua presa e lhe consome de gentileza.
Acreditei por demais que levaria longo tempo para me
abandonar a tristeza
Perseverei nos paradigmas audaciosos da possível segurança
Apenas para comprazer-me da falta de temperança
Exaurida de falhas de longas datas
Arraigado em desculpas transatas
Ensoberbecendo reflexões erradas
Que bela didata!
Derrubada, retirada de meu imo de suposta proteção.
Apenas por um sorriso gentil e bondoso
Mudo de acepção.
Em segundos meu pobre e forte coração já havia se encontrado
Entregado, latente, lapidado.
Insculpido de novas letras e novas sensações
Renovação de amor em grandes motivos de redenções
Ressarcidos de fé, encetado no aguardo de momento porvindouro.
De uma chance a começar desta vez
Verdadeiro amor de ouro.
-Carol Lira

Lindo, simplesmente perfeito.
ResponderExcluirÓtima escritora, continue assim que vai longe!
Muito obrigada! :3
ExcluirAdorei, Carol!!!!! Que texto lindo!
ResponderExcluirparadoxoinusitado.blogspot.com